
Amor sob o Luar!!! 
O que existe mais bonito que o Amor?
Só o amor correspondido... o amor que cresce naturalmente, que cria raízes e laços muito fortes... aquele amor que melhora com a idade que se torna cúmplice, parceiro, onde a lealdade é uma certeza constante.
Saber que podemos contar com o outro, saber que temos alguém sempre presente para nos ouvir e abraçar, alguém que compreende, não recrimina, mas sim que nos eleva com seu olhar e com suas palavras quentes, mesmo quando nos ajuda a ter um ponto de vista correcto sobre algum assunto.
Nos dias que correm muitos vivem num estado constante de paixão, parecendo verdadeiras borboletas, pousando de flor em flor. Independentemente da idade ou sexo vivem em extremos de sentimentos ou loucamente inflamados, ou já fartos do outro. O Dr Michael Lieowitz, em seu livro "A Química do Amor", comparou o amor a uma poderosa droga, e aqui tanto faz se é fascínio ou amor real, uma vez que ambos podem levar a estonteantes altos e a agonizantes baixos, quando o relacionamento termina, podendo a pessoa até ter sintomas de privação.
Existe uma grande facilidade em julgar incorretamente os sentimentos, e quando apenas o que existe é fascínio (uma emoção passageira e desvanecente), ou atracção fisica as pessoas confundem por amor.
Podemos diferenciar fascínio de amor por ter em conta sete pontos essenciais:
Amor significa importarmo-nos altruistamente com os interesses do outro, ao contrario do fascínio que é egoísta, apenas pensa no eu e nos beneficíos que pode ter;
No amor o romance cresce lentamente, no fascínio é rápido demorando apenas horas ou dias;
A pessoa quando ama sente-se atraída pela personalidade e pelas qualidades do outro, dando mais valor ao que não se vê do que ao que se vê. A pessoa quando se sente atraida deixa-se levar pela aparência fisica da pessoa;
Quando amamos tornamo-nos pessoas melhores, quando sentimos atracção ou fascínio ficamos desorganizados e normalmente o sentimento tem um efeito destruidor;
Ao amarmos vemos os defeitos do outro de forma realistica, sem isso afectar o sentimento. O fascínio ofusca nosso ponto de vista, a pessoa parece perfeita, chegando mesmo a rejeitarmos dúvidas sobre graves faltas de personalidade;
Quando aparecem desacordos, o amor em união com o diálogo resulta em entendimento. Quando a base da relação é o fascínio as discussões são frequentes, nunca resolvendo os problemas, muitas vezes acalmando apenas os animos com um beijo;
O amor não é egoísta, partilha e tem prazer em dar. Quando estamos fascinados, pensamos em nós, no que recebemos, e especialmente em satisfazer os nossos impulsos sexuais.
Podemos concluir assim que o fascínio é a falsificação do amor. O amor não procura seus próprios interesses, não é egoísta, nem egocêntrico. É natural que um casal tenha fortes sentimentos românticos e atracção mútua, mas esses sentimentos são equilibrados pela razão e pelo profundo respeito pelo outro. Existe uma preocupação pelo bem estar e felicidade do outro bem quanto com o nosso próprio bem estar e felicidade. O amor não deixa que o a emoção destrua o bom juízo.
Sempre ouvi que o tempo é um optimo conselheiro, portanto nestas coisas dos sentimentos o melhor é mesmo deixar o tempo correr e ver o que dá. O tempo vai nos deixar conhecer o outro melhor, poderemos também examinar melhor o nosso interesse no outro.
O verdadeiro amor não acontece da noite para o dia!!!
Assim evitemos amar uma "imagem", antes tenhamos as expectativas correctas em relação ao outro.
O amor genuíno fica cada vez mais forte com o tempo e torna-se um "perfeito vínculo de união" (Colossences 3:14)
Protejamos, então, o nosso amor, cuidando dele como se de um raro e valioso tesouro se tratasse.
Baseado no Livro "Os Jovens Perguntam Respostas Práticas", pág 242-251